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O porquê das coisas no Brasil serem tão caras e “falácia” do custo Brasil

Recentemente me deparei com o lançamento do videojogo Fallout  4 e me assustei com o preço de lançamento: R$249,00 na loja Steam. Normalmente, o preço de lançamento de um jogo de PC no Brasil é da ordem de R$100,00 e este está 2,5 vezes mais caro; alguns podem pensar que os produtores do jogo podem estar compensando o valor do dólar mais alto (R$3,15 no dia em que este artigo foi postado), mas nesse caso o valor não poderia passar de R$190,00, já que o jogo custa US$59,99 nos Estados Unidos. O jogo Batman™: Arkham Knight está a R$119,00.

Jogos que são distribuídos digitalmente como estes mencionados não precisam de tanta infraestrutura: basta alguns servidores pela Internet. No caso da distribuição física de videojogos, os custos de distribuição são maiores, não vou explicar neste post, mas estão envolvidas muito mais etapas, como a fabricação da mídia e da capa, depósitos para armazenamento, veículos de transporte e etc.

No mesmo dia do lançamento do Fallout 4, eu um vídeo da revista Super Interessante que explicava qual a razão do custo tão alto de uma Ferrari Spider (R$1.950.000,00) e notei algo muito semelhante apesar de serem produtos tão diferentes.  No caso do carro, o preço de venda é alto devido a quanto o consumidor pagaria por um carro desses e não por causa da sua qualidade (não confunda: essa Ferrari é um ótimo carro, eu já testei).

Mas o mesmo vale para o jogo: os produtores do Fallout 4 simplesmente acreditam que apesar do preço, os consumidores brasileiros vão comprá-lo. E tem mais, sendo este o jogo distribuído digitalmente, os custos de fabricação não existem, somente os de desenvolvimento apesar de existir os custos de armazenamento, que são bem menores.

Essa lógica de preços valem para vários outros produtos, tais como os produtos da Apple, que no Brasil são caríssimos, mas as pessoas compram assim mesmo. Você pode ver por aí muitas explicações para o preço alto destas coisas e o “Custo Brasil” é muito citado, mas no vídeo abaixo pode-se notar que o problema não é este custo e tão pouco os sempre citados impostos: o real problema disso tudo é a “lógica” do brasileiro ao avaliar o real valor de um produto, dão excessivo valor a eles e não se importam em pagar mais.

O estigma do Linux

Algumas semanas atrás eu me deparei com este artigo no Slashdot (original aqui) que analisava os esforços do Google em não mencionar o nome ‘Linux’ em seus Chromebooks.

De acordo com o artigo a não menção do nome ‘Linux’ se deve a possibilidade de assustar potenciais compradores da plataforma.

Existe uma verdade nesta frase. Como um usuário de sistemas baseados em Linux eu já ouvi muitas coisas como: “É muito difícil de usar!”, “Para usar, você tem que aprender a compilar programas!”, “Não funciona em todos os hardwares!”, “Ah, é Linux, tô fora!”

Antes de explicar meu ponto de vista, vou dizer o que o Linux realmente é: o núcleo do sistema operacional e não todo ele. Para termos um sistema operacional completo são necessários vários outros softwares.

Colocando juntos os sistemas operacionais que utilizam o kernel do Linux temos vários nomes como: ChromeOS, Android, Ubuntu, Fedora, FirefoxOS, Tizen, GentooBuildroot, Mandriva, Slackware e etc (a lista completa é muito extensa!).

É nesta grande quantidade de nomes onde certas pessoas “entram em pânico”. Cada um destes SOs foram desenvolvidos para diferentes dispositivos, segmentos de mercado e pessoas. Em sistemas Linux voltados para pessoas comuns como o ChromeOS, o Android e o Ubuntu as dificuldades referidas nas citações acima não existem. Eles normalmente já vem pré-instalados, configurados e funcionando de fábrica, ou seja, é só comprar e usar.

Outras opções como Slackware, Buildroot e Gentoo não foram feitas para usuários comuns que querem somente ver seus e-mails e acessar redes sociais mas para as pessoas ignorantes, todos esses nomes significam a mesma coisa: Linux e estas pessoas não sabem (ou não querem) diferenciar uma coisa da outra. É muito mais comodo para certas pessoas entrar em pânico, literalmente, quando ouvem a palavra “Linux” do que entender a verdade.

Então para grandes empresas como o Google que lançam seus produtos baseados em Linux é mais fácil esconder o nome ao invés de tentar acabar com o estigma. Tente explicar como estas coisas funcionam para certas pessoas, eu já tentei, não adianta.

Aquela frase do “Ah, é Linux, tô fora!” foi falada  por uma pessoa segurando um telefone com Android, a minha resposta foi: “E esse celular, você vai jogar fora?”.

Meu primeiro aplicativo Android!

Screenshot do Connection Control

Este app é para quem não gosta de desperdiçar bateria. Ele desliga o 3G e o WiFi em horas pré determinadas.

Espero que seja útil.

Sua homepage vai estar aqui.

iPad pode ser usado por gatos!

A pergunta deveria ser: Desde quando eu ligo para iPad? Bom, um gadget como este ainda tem a mesma função para mim que o meu T|X, eu uso a maior parte que o meu PDA oferece logo eu não preciso de outro gadget…. ainda. Além disso o iPad deve chegar a um preço insano no Brasil.

Eu me considero tecnófilo mas estes tipos de equipamentos não costumam ter o conjunto de aplicativos que me interessam (OpenSSH, NX). O iPad também não vem com algumas características importantes como multitarefa e a possibilidade de instalar seus próprios programas.

Mas um gato usando! Aí a coisa muda! Resta agora saber se a Apple vai aproveitar este “nicho de mercado” e desenvolver um aplicativo para os bichanos!

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Olha o abuso !

A Intel vem sendo processada pela União Europeia por abusar de sua posição dominante no mercado de chips para PC. Aparentemente eles estavam fazendo acordos “por baixo dos panos” para que alguns dos principais fornecedores de PCs utilizassem seus processadores.

Isto está acontecendo porque o mercado de processadores (que se resume praticamente a Intel e AMD) é altamente competitivo e, infelizmente,  qualquer vantagem é importante para alavancar as vendas.

O que em minha opinião vale em um processador, no caso de Desktops, é a relação entre seu desempenho e seu preço, a Intel, por exemplo, tem processadores muito rápidos mas que geralmente são caros. A AMD não tem processadores tão rápidos quanto a Intel (pelo menos não em 06/2009) mas seus preços são menores o que os torna interessantes.

Eu não entendia porque havia uma diferença tão grande de vendas entre processadores Intel e AMD sendo que ambos vendem CPUs competitivas, eu tenho alguns gráficos aqui para que entendam o meu ponto de vista, mas com esta notícia eu comecei a entender o porquê…..

Dez coisas que você não sabia sobre OpenSource

Eu achei interessante este link (tem aqui e aqui também) sobre o movimento OpenSource e assuntos relacionados. Eu não sabia, por exemplo, que foi Bill Gates que iniciou o conceito de software proprietário (embora isso agora pareça obvio por causa de seu sucesso nesta área), mas muito daquilo já era conhecido. De qualquer maneira, é uma fonte muito útil de informação.

Zanac-Remake

Faz algum tempo que estou trabalhando sozinho neste novo projeto. Ele pretende refazer um velho clássico do MSX, mas com uma engine moderna em SDL/OpenGL, com gráficos e som atualizados. O jogo, Zanac, é um shoot’em up desenvolvido pela Compile, uma desenvolvedora que trouxe para o MSX muitos outros classicos como a série Aleste e Puyo Puyo. Se você gosta de programação ou de desenhar e gostaria de ver uma nova versão deste jogo, me contate em marcos at gatomiador.net. link.

Efeitos especiais no Linux

Esta notícia não é recente para muitos, mas eu resolvi postar aqui porque eu sei que muita gente não conhece. Tudo bem, eu acredito que muita gente já ouviu falar no Windows Vista e sua nova interface gráfica, o Aero, mas o que muita gente não sabe são as melhorias que a comunidade de software livre preparou. Compiz é um projeto, desenvolvido pela Novell, que adiciona o GNU/Linux ao mundo do 3D além de outros efeitos como zoom, e alterações de cor brilho e contraste. Um fork deste projeto é o Beryl que adiciona outras características interessantes, além de ter funcionado melhor no meu hardware :). Dêem uma olhada nesse vídeo :

Xmovie

Hoje eu publiquei em meu novo servidor de svn um projeto em que eu penso já faz algum tempo: um gravador de filmes para GNU/LinuxXmovie“. A idéia por trás disso é gravar demos de jogos. Ele está em seus estágios iniciais de desenvolvimento e não tem nada ainda utilizável ainda embora a prova-de-conceito funcione. Pessoas interessadas em se juntar ao projeto mande um e-mail para mim em gatomiador at gatomiador.net.