O “nativo digital” é um mito

Thomas Trutschel/Photothek/Getty

Thomas Trutschel/Photothek/Getty

A alguns anos atrás, eu fui desafiado por uma mulher que seu filho poderia me vencer num jogo de luta (se não me engano, o Street Fighter IV) porque ele era mais novo que eu: na época eu tinha uns 34 anos e o garoto 14.

Naquela época se falava muito do termo “nativo digital” que era dado as pessoas nascidas depois da revolução que a Internet e as novas tecnologias trouxeram para a sociedade. Como os nativos digitais tiveram acesso a tecnologia desde a infância, eles deveriam saber usá-la melhor e de maneira mais intuitiva do que pessoas que como eu são agora chamados de “imigrantes digitais“.

O resultado foi muito infeliz para o garoto e até para mim mesmo, pois o derrotei de maneira humilhante, deveria ter sido mais suave com ele pois o problema foi apenas com sua mãe que provavelmente não entende nada de tecnologia e nem do quanto eu gostava daquele jogo na época.

Mas mesmo assim, essa discussão de eu não ser um “nativo digital” permanecia. As pessoas diziam: “Não, você não nasceu nessa época, você não é um nativo digital!” ou “Para você isso é mais difícil!” ou outras frases similares, mas todas ditas sem verificar o quanto eu (sempre) uso as tecnologias modernas de maneira intuitiva e de quando isso é fácil para mim.

Na verdade eu sempre me considerei um “nativo digital” pois sempre estive a frente no uso e desenvolvimento de tecnologias modernas e sempre trabalhei nessa área, seria até difícil me manter no mercado de trabalho atualmente sem estas habilidades.

Então recentemente, eis que descubro isso, as gerações antigas usam a tecnologia da mesma maneira que as gerações novas. Até a parte da multitarefa eu faço bem, mas para mim isso não é surpresa, o mais surpreendente é que eu não sou a exceção, mas a regra no mundo moderno.

O original na revista Nature está aqui.

Minhas férias na Noruega em 2018

A Aurora Boreal é muito mais impressionante ao vivo do que na foto!

E 2016 acabou……

Minhas férias na Noruega em 2016

no2016

Decidi atualizar o meu blog e a minha galeria de fotos com minhas memoráveis férias na Noruega!

O porquê das coisas no Brasil serem tão caras e “falácia” do custo Brasil

Recentemente me deparei com o lançamento do videojogo Fallout  4 e me assustei com o preço de lançamento: R$249,00 na loja Steam. Normalmente, o preço de lançamento de um jogo de PC no Brasil é da ordem de R$100,00 e este está 2,5 vezes mais caro; alguns podem pensar que os produtores do jogo podem estar compensando o valor do dólar mais alto (R$3,15 no dia em que este artigo foi postado), mas nesse caso o valor não poderia passar de R$190,00, já que o jogo custa US$59,99 nos Estados Unidos. O jogo Batman™: Arkham Knight está a R$119,00.

Jogos que são distribuídos digitalmente como estes mencionados não precisam de tanta infraestrutura: basta alguns servidores pela Internet. No caso da distribuição física de videojogos, os custos de distribuição são maiores, não vou explicar neste post, mas estão envolvidas muito mais etapas, como a fabricação da mídia e da capa, depósitos para armazenamento, veículos de transporte e etc.

No mesmo dia do lançamento do Fallout 4, eu um vídeo da revista Super Interessante que explicava qual a razão do custo tão alto de uma Ferrari Spider (R$1.950.000,00) e notei algo muito semelhante apesar de serem produtos tão diferentes.  No caso do carro, o preço de venda é alto devido a quanto o consumidor pagaria por um carro desses e não por causa da sua qualidade (não confunda: essa Ferrari é um ótimo carro, eu já testei).

Mas o mesmo vale para o jogo: os produtores do Fallout 4 simplesmente acreditam que apesar do preço, os consumidores brasileiros vão comprá-lo. E tem mais, sendo este o jogo distribuído digitalmente, os custos de fabricação não existem, somente os de desenvolvimento apesar de existir os custos de armazenamento, que são bem menores.

Essa lógica de preços valem para vários outros produtos, tais como os produtos da Apple, que no Brasil são caríssimos, mas as pessoas compram assim mesmo. Você pode ver por aí muitas explicações para o preço alto destas coisas e o “Custo Brasil” é muito citado, mas no vídeo abaixo pode-se notar que o problema não é este custo e tão pouco os sempre citados impostos: o real problema disso tudo é a “lógica” do brasileiro ao avaliar o real valor de um produto, dão excessivo valor a eles e não se importam em pagar mais.

2015 Chegou !

2015Neste ano eu decolo!

 

Fotos da minha viagem a Europa!

Meu anivesário

bolo2

bolo2Não, você se confundiu, isso está aqui desde o dia 26! 🙂bolo2

2014 chegou!

2014m

Videogames e Vendor Lock-in

Como todos devem saber, os videogames da oitava geração estão começando a ser lançados. O Wii U já foi lançado e os consoles PS4 e Xbox One devem sair em novembro de 2013. A má notícia é que alguns de meus jogos favoritos serão lançados em cada uma das três plataformas.

Wii U:

Bayonetta_2

Muito boa a primeira iteração deste jogo. Admito que fiquei com vontade de comprar o console

Xbox One:

Killer_instinct_(2013)_logo

Um dos melhores jogos de luta desenvolvidos, nunca entendi porque ficou tão esquecido.

PS4:

256px-God_of_War_logo

Tudo bem, eles não lançaram nenhum título do GoW para o PS4, mas certamente irão fazê-lo no futuro. Essa série somados ao fato de eu querer um tocador de BluRay me fizeram comprar um PS2 e um PS3.

A estratégia é manter o consumidor em uma plataforma devido ao alto “switching cost“. Eu considero particularmente cruel para o jogador de videogame porque estes são jogos diferentes, únicos, não é como trocar um MSOffice por um LibreOffice, que são essencialmente a mesma coisa.

Ainda tem aquela discussão de qual é a melhor. Muita gente chata entusiasta de uma determinada plataforma, tenta convencer você de como a plataforma que comprou é a melhor e de que você jogou seu dinheiro fora comprando a plataforma concorrente. Na verdade a coisa não é assim, todos esses novos consoles são muito similares entre si e mesmo que para o jogador um console pareça melhor que o outro, os fabricantes simplesmente alteram o preço para mitigar essa sensação. Aliás estas pessoas deveriam entender as reais razões que as fazem defender determinada plataforma.

Seria muito melhor para o consumidor se eles inventassem um número menor de consoles e parassem com essa de jogos exclusivos para uma determinada plataforma. Jogos não são como os outros softwares.